Mim, Tarzan

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Sou a rima de minhas linhas. O que não sou, elas são. O que não falo, elas falam, e no final, as completo sendo o autor. Sempre costumei falar que todos que gostam de escrever são pessoas oprimidas, são pessoas que sofrem opressão de suas idéias e pensamentos, escrever é uma fuga para tal pesar. Este é então, o local onde não mais serei oprimido. :)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"Um, dos, três, catorze!"




"Um, dos, três, catorze!"

Trás um pouco de romance
Não trás um professor

Sábios sabidos não entendem nada de amor
Vão por algumas vírgulas e acrescentar uns acentos
No final, roubarão até meus versos

Não se ligam no caminho até o final
Analisam e sussurram uns aos outros
De que é que vale sabichão?

“é cult” “é noir” “é trash”
Que doidera, que bobagem!
Seja esperto e fale mesmo

"Temas repetitivos são temas repetitivos"





Que estouro, de tapar qualquer buraco
Meus heróis estão caindo
Um a um, de dois em dois
Os de capa pararam de voar
Os mascarados já não possuem mais identidade secreta
Até eu mesmo vestido de super-alguém rolou escada abaixo
A queda foi tão tola, quebrei meu nariz em uma almofada
Cacos, cacos, plumas e cacos
Me cortaram, me amaciaram e me incomodaram
Toda estatua pode rachar mais
Tudo que é sólido pode derreter
Hunf...

Rocha!?

Caído, de cara no chão
A poça salgada me mostra uma Rocha lá no alto

Lembro de estar lá em cima
Lembro dos momentos que toquei no céu
Lembro dos momentos que desisti
Lá de cima, só embaixo brilhava.
Lá de cima, tudo em cima era acima
Lá de baixo... Estou embaixo, não há nada

segunda-feira, 7 de junho de 2010

"Mas... E ele não está contigo?"

A Lua - Parte I

  O período que passamos fazendo coisas de nosso agrado nunca são o suficiente. O tempo é infinito em suas definições e se mostra impossível de moldar como queremos. Mas não me importa a teoria, como eu gostaria de esticar aquele tempo que passei ao lado dela ou mesmo, aquele jogo do São Paulo, que eu tenho certeza que se fossem quatro ao invés de três minutos nos acréscimos, a vitória seria nossa. Tirar uma soneca? Quem não gostaria de acrescentar cinco, dez, quinze minutos antes de ter que levantar da cama? Sim, desde que o tempo é tempo ele judia da gente. Não somente porque ele passa, mas porque não parou naquele momento que gostaríamos de ter ficado um pouco mais ou mesmo, ter parado até agora naquele dia tão marcante que não devia ter passado.