Mim, Tarzan

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Sou a rima de minhas linhas. O que não sou, elas são. O que não falo, elas falam, e no final, as completo sendo o autor. Sempre costumei falar que todos que gostam de escrever são pessoas oprimidas, são pessoas que sofrem opressão de suas idéias e pensamentos, escrever é uma fuga para tal pesar. Este é então, o local onde não mais serei oprimido. :)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

"Cante o seu tempo garoto, escreva sobre o que você vive"

 Há um tempo que já venho por ouvir muito Bob Dylan, praticamente todos os dias, e foi estudando mais sobre quem foi esse excelente músico-compositor que aprendi coisas muito bacanas sobre ele, como o começo de sua carreira. Seu primeiro CD fora praticamente uma dedicatória a música Folk, um Folk mais antigo que seria para nós o Sertanejo Raíz, música tão antiga que se duvida ter tido algo antes disso, brincadeira, claro. Depois, em seu segundo CD, lança músicas de sua própria autoria e uma grande mudança de tempo nas canções do primeiro para o segundo mudaram. Músicas que Dylan podia cantar com autoridade, por ser o que vivia. Inspirado nesse incrível artista, rabisquei alguma coisa que chamo de versos e que representam a beleza em lembrar do passado, mas amar o meu presente. Sendo lindo ou não, diferente do passado, eu posso muda-lo.


sábado, 20 de novembro de 2010

"Uma música não pode mudar o mundo, mas pode mudar uma pessoa."

  
Lembro que em um dia da minha rotina diária quando eu estava sem fome no horário mais querido do dia, hora do almoço, decidi ir lanchar alguma coisa no Rei do Mate ao lado donde trabalho. Fiz muito bem não ter ido comer, pois enquanto aguardava minha sempre muito bem-vinda “Bomba”, eu pude presenciar um diálogo que achei bastante esperado pela região onde trabalho. A situação seguia como a seguinte: Um homem pediu no caixa um café e em seguida aguardava ser atendido por um atendente e dizer se iria tomar ali ou não. Vou tentar escrever da maneira mais fiel que minha memória permite lembrar de como foi o diálogo.

Atendente: Vai querer tomar agora ou é para viagem moço?
 
Cliente do café: (falando com muita pressa) Não porque a gente tá em reunião o dia todo nessa semana e pode ser que alguém precise ir falar comigo então não posso ficar saindo pra almoçar.

Atendente: (com uma voz de quem pouco se importava) É pra viagem?

O cliente metido a besta respondeu afirmativamente bastante sem graça enquanto eu saía com meu pedido na mão e dava risada por dentro do que tinha acontecido.

  Se naquele mesmo dia a situação ocorrida fazia bastante sentido para mim, hoje faz muito mais e consigo entender melhor esse tipo de coisa que acontece o tempo todo. Pessoas que talvez sejam vazias por dentro e procurem meios de serem sempre superiores, mas não escondendo uma prepotência enorme dentro de si.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

"- 25/09/10 – Quando minha vida prosseguiu confusa."

- Parte II (Final)
  O dia ao qual me referia terminou sendo confuso como estava sendo. Talvez o mais comum tenha sido no trânsito, os outros carros nunca foram de me notar muito enquanto estou dirigindo. Talvez eu precise trocar de carro, não sei, aquele novo Uno tem cores bastante extravagantes, aproveitando que todos dizem que é de mulher mesmo, vou pegar um verde limão para me notarem mais.

Fiquei bastante chateada quando cheguei em casa, Chico, o meu vira-lata , deve estar doente... Está ficando cada vez mais magro, talvez eu tenha que trocar a ração dele; assim como meu interfone, vivem interfonando aqui, mas quando vou atender, o outro lado fica mudo e passa a insistir em tocar a campainha. Devia ter sido a mulher da limpeza me procurando, ela ficou de vir aqui semana passada dar uma geral em casa, tem um odor muito forte no meu quarto que eu estou tendo que dormir no quarto de visitas ultimamente. Realmente, são tempos confusos. 

Domingo é o único dia que eu tenho livre e é justo nesse que minha mãe vem me visitar, de 15 em 15 dias. Mas não nesse dominho, nesse ela não veio me visitar. Eu reclamaria desse furo dela se suas visitas não fossem tão chatas e então pude aproveitar o meu dia, sozinha. Deitei no sofá, liguei a TV em algum programa ruim e dormi, dormi o dia todo e decidi não acordar mais.