Mim, Tarzan

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Sou a rima de minhas linhas. O que não sou, elas são. O que não falo, elas falam, e no final, as completo sendo o autor. Sempre costumei falar que todos que gostam de escrever são pessoas oprimidas, são pessoas que sofrem opressão de suas idéias e pensamentos, escrever é uma fuga para tal pesar. Este é então, o local onde não mais serei oprimido. :)

quinta-feira, 31 de março de 2011

"Um espelho é muito mais difícil de segurar"



Mano Campos e Mana Ferrari, a vocês. Obrigado.


O ENGANO. A LUTA. A VIDA.
Eu, que pelo menos tento não ser, sei qual é a dor e o mal que me causam pelo menos parecer
De longe ou perto, todos sabem o meu cheiro, males voam mais rápido do que um mero conselho
Bastante maltrapido e um pouco honesto é o que sou
Amante da vida, amante de mim mesmo e até do pão que o diabo amassou
As vezes me surpreendem e mostram seus novos meios de transformar tudo em mal
Odeio tanta cobiça e sua maldita ambição,
Na verdade roubam uns dos outros aquilo que simplesmente passou de mão para mão
Já ostentei aplausos falsos afim de ironizar a eles mesmos
Já fingi derrotas e nem liguei para os dias de glória
Mas afinal de contas, a guerra continua mesmo sendo essa
Seja cuspe, pontapé ou porrada
A luta que vale a pena para sempre ser lutada
Que meu nome seja maldito, que eu esteja desaparecido e nem seja lembrado
Mas que por você e por ele eu seja sempre eu, que eu haja sempre feito herói e que nunca perca a minha voz
Que eu perca um pouco a razão
Mas que eu persista assim até o final,
Ame sempre, mesmo que eu viva sempre pedindo perdão

segunda-feira, 21 de março de 2011

"EUREKA!"


 Confundo depressão com sono. Afirmo apenas por ter estado tão cansado que ideias tristes e eloquentes tomaram conta de mim, a preguiça e o cansaço não me deixavam pensar, então o máximo que conseguia dizer é que me sentia para baixo, sem vontade de nada e sem acreditar em nada. Tudo isso soa com um toque de humor agora, porque é engraçado pensar que levei um tempo para entender que muitas das vezes em que eu me sentia sem ânimo e descrente era apenas um cansaço físico, meu corpo não conseguia pensar direito, eu não conseguia criar nada e achava que minhas linhas haviam me abandonado para sempre, que nunca mais conseguiria escrever algo que arrepiasse todos os pelos do meu corpo.

Um grande desafio para mim, sempre foi saber até quando eu conseguiria escrever, este é o meu maior prazer, e foi como se eu tivesse escolhido o pior momento para testar se ainda conseguia o famoso arrepio pelo corpo... Eu deixava para tentar escrever alguma coisa quando já era bem tarde da noite, quando já havia tomado todo meu tempo livre com outras coisas e meu cérebro começava a confundir depressão com sono após tentativas falhas de tentar escrever alguma coisa. Saíam no máximo algumas linhas melancólicas onde eu reclamava de não estar mais conseguindo escrever ou então tentava continuar algum outro texto que eu já começara e não conseguia escrever mais do que duas ou três linhas sem me frustrar. Mas eu não passava por nenhum tipo de problema, nunca houve realmente uma depressão, era apenas meu corpo pedindo descanso, me avisando que precisava dormir, avisando que eu não conseguiria nada melhor do que um ponto final, não adiantava tentar escrever nada novo que seria persistir no erro, eu só ficaria mais infeliz com o resultado.