Há um tempo que já venho por ouvir muito Bob Dylan, praticamente todos os dias, e foi estudando mais sobre quem foi esse excelente músico-compositor que aprendi coisas muito bacanas sobre ele, como o começo de sua carreira. Seu primeiro CD fora praticamente uma dedicatória a música Folk, um Folk mais antigo que seria para nós o Sertanejo Raíz, música tão antiga que se duvida ter tido algo antes disso, brincadeira, claro. Depois, em seu segundo CD, lança músicas de sua própria autoria e uma grande mudança de tempo nas canções do primeiro para o segundo mudaram. Músicas que Dylan podia cantar com autoridade, por ser o que vivia. Inspirado nesse incrível artista, rabisquei alguma coisa que chamo de versos e que representam a beleza em lembrar do passado, mas amar o meu presente. Sendo lindo ou não, diferente do passado, eu posso muda-lo.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
"Uma música não pode mudar o mundo, mas pode mudar uma pessoa."
Lembro que em um dia da minha rotina diária quando eu estava sem fome no horário mais querido do dia, hora do almoço, decidi ir lanchar alguma coisa no Rei do Mate ao lado donde trabalho. Fiz muito bem não ter ido comer, pois enquanto aguardava minha sempre muito bem-vinda “Bomba”, eu pude presenciar um diálogo que achei bastante esperado pela região onde trabalho. A situação seguia como a seguinte: Um homem pediu no caixa um café e em seguida aguardava ser atendido por um atendente e dizer se iria tomar ali ou não. Vou tentar escrever da maneira mais fiel que minha memória permite lembrar de como foi o diálogo.
Atendente: Vai querer tomar agora ou é para viagem moço?
Atendente: Vai querer tomar agora ou é para viagem moço?
Cliente do café: (falando com muita pressa) Não porque a gente tá em reunião o dia todo nessa semana e pode ser que alguém precise ir falar comigo então não posso ficar saindo pra almoçar.
Atendente: (com uma voz de quem pouco se importava) É pra viagem?
O cliente metido a besta respondeu afirmativamente bastante sem graça enquanto eu saía com meu pedido na mão e dava risada por dentro do que tinha acontecido.
Se naquele mesmo dia a situação ocorrida fazia bastante sentido para mim, hoje faz muito mais e consigo entender melhor esse tipo de coisa que acontece o tempo todo. Pessoas que talvez sejam vazias por dentro e procurem meios de serem sempre superiores, mas não escondendo uma prepotência enorme dentro de si.
Atendente: (com uma voz de quem pouco se importava) É pra viagem?
O cliente metido a besta respondeu afirmativamente bastante sem graça enquanto eu saía com meu pedido na mão e dava risada por dentro do que tinha acontecido.
Se naquele mesmo dia a situação ocorrida fazia bastante sentido para mim, hoje faz muito mais e consigo entender melhor esse tipo de coisa que acontece o tempo todo. Pessoas que talvez sejam vazias por dentro e procurem meios de serem sempre superiores, mas não escondendo uma prepotência enorme dentro de si.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
"- 25/09/10 – Quando minha vida prosseguiu confusa."
- Parte II (Final)
O dia ao qual me referia terminou sendo confuso como estava sendo. Talvez o mais comum tenha sido no trânsito, os outros carros nunca foram de me notar muito enquanto estou dirigindo. Talvez eu precise trocar de carro, não sei, aquele novo Uno tem cores bastante extravagantes, aproveitando que todos dizem que é de mulher mesmo, vou pegar um verde limão para me notarem mais.
Fiquei bastante chateada quando cheguei em casa, Chico, o meu vira-lata , deve estar doente... Está ficando cada vez mais magro, talvez eu tenha que trocar a ração dele; assim como meu interfone, vivem interfonando aqui, mas quando vou atender, o outro lado fica mudo e passa a insistir em tocar a campainha. Devia ter sido a mulher da limpeza me procurando, ela ficou de vir aqui semana passada dar uma geral em casa, tem um odor muito forte no meu quarto que eu estou tendo que dormir no quarto de visitas ultimamente. Realmente, são tempos confusos.
Domingo é o único dia que eu tenho livre e é justo nesse que minha mãe vem me visitar, de 15 em 15 dias. Mas não nesse dominho, nesse ela não veio me visitar. Eu reclamaria desse furo dela se suas visitas não fossem tão chatas e então pude aproveitar o meu dia, sozinha. Deitei no sofá, liguei a TV em algum programa ruim e dormi, dormi o dia todo e decidi não acordar mais.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
“Quarto por quarto pacientemente”
Se não há nada que eu possa fazer
Para que seja mostrar ou mudar
Então de que vale ao menos tentar?
Um segredo que dois sabem
Dois somente falam
Um, sobretudo mente
Se minha voz falha comigo
Quem dirá com o outro mundo
Um 4x4 para um 'nada por tudo'
Ainda que houvesse um palco
Ou um microfone para se gritar
Pregaria lepra a quem ouve?
No medo e na loucura me aconchego
No silêncio e no barulho me ausento
O movimento é onde paro. Devaneio
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
"- 24/09/10 – Quando minha vida começou a ficar confusa."
- Parte I
O dia começou de maneira estranha, o sol parecia estar um pouco mais apagado do que de comum. Não que eu acredite nessa história de que o Sol está apagando ou qualquer outra teoria doida para salvar os animais e as geleiras. Mas hoje cedo, quando sai de casa, a luz do sol nem fazia sombra do meu perfil enquanto eu caminhava. Se o chão tivesse sentimentos, hoje ele seria indiferente quanto ao meu andar ausente nele, nem meu sapato importado e nem minha sombra tocavam o solo em direção ao Centro de São Paulo.
Talvez o dia não esteja sendo confuso somente para mim, o porteiro deve estar distraído também. Ele demorou a abrir a porta quando eu cheguei à empresa, azar o meu que fiquei esperando – mas sorte do carteiro que vinha atrás de mim, enquanto ainda estava há alguns passos do edifício a porta já foi aberta, passando por mim quase esbarrando, ignorou minha presença. Talvez ele esteja tendo um dia confuso.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
“A vida passa enquanto as pessoas fazem planos."
No dia do meu último suspiro
Não terá reconhecimento póstumo
O choro será apenas choro por chorar a morte
No dia do meu grande adeus
As pessoas não viriam a porta de minha esposa viúva
Não acenderiam velas e chorariam por ela
Não haverá filme após anos no esquecimento
Ninguém irá contar quem eu era
Ou realmente fui
Ninguém vai ousar dizer da minha solidão
Ninguém dirá que, enquanto nela, eu desejava
Ninguém vai ousar, pois ninguém nem nunca soube
Aqueles que souberem mais de mim, só contarão o que acham
Ele vibrava com solos de guitarra
Ele pensava com Jon Foreman
Quisera ele ter sido Elvis
Quisera ele ter inventado o Rock and Roll
Uma bandeira ter criado, quisera ele
Ninguém jamais vai saber que quando sozinho, desejava
Chamava a dor e queria sofrer
Para dizer que sentia alguma coisa
Eu podia chorar, mas o choro não me sentia
Eu tentava amar, mas o amor me maldizia
Eu tentava ser mal, e então eu era amado
Se alguém estuprar as minhas linhas
Eu desejo lhe cuspir
Para sentir o que há dentro de mim
“Você pode fingir sua própria morte”
É fácil fingir que lutou
Botar a culpa em uma tal de sorte
Filho, nem tanto
Idiota, por simples respirar
Morte, venha me beijar
Se fosse corajoso o suficiente para ser medroso
Ele seria
E o sangue no chão seria sua última obra prima.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
"Tenho que cuidar de uma barata doente :( ".
Salve salve!
Eu me ausentei do DIA DE SER LUCAS por um bom tempo, sim. Por ter ficado com uma crise aguda de preguiça altamente contagiosa e em estado terminal. Para felicidade ou infelicidade de quem lê, há muita coisa pra vir pra cá, novidades que irão facilitar a comunicação quase inexistente entre Lucas Lucas e Lê Feito Lucas. Mas enfim, a desculpa esfarrapada e explicação sobre isso virá no próximo Post ou nos próximos próximos, não sei.
Talvez eu coloque as coisas que já ficaram salvas como Racunho aqui no Blog antes de dar esse recomeço (Restart) à essa parada toda.
Queijos.
"Serei um cão, um macaco ou um urso, / Tudo menos aquele animal vaidoso / Que se vangloria tanto de ser racional."
Há um bom tempo abandonei o mundo de textos grandes, metafóricos, virtuosos e com qualquer outro tipo de escrita que proporcione uma linguagem direta com o leitor. Sem matérias jornalísticas, sem pensamentos que faziam eu e quem “me” lesse pensar mais ainda.
Eu dei um tempo com esses versos diretos e me dediquei - ou apenas deixei de me dedicar à algo – e passei a escrever mais poesias, versos ocultos, contos, músicas e qualquer outro tipo de texto em que eu pudesse falar sem parecer que estou dizendo alguma coisa realmente, um tipo de escrita que eu sempre os começava como rascunho, mensagens secretas e citações invisíveis que teriam significado só para mim se tornaram meus melhores amigos.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
"Um, dos, três, catorze!"
"Um, dos, três, catorze!"
Trás um pouco de romance
Não trás um professor
Sábios sabidos não entendem nada de amor
Vão por algumas vírgulas e acrescentar uns acentos
No final, roubarão até meus versos
Não se ligam no caminho até o final
Analisam e sussurram uns aos outros
De que é que vale sabichão?
“é cult” “é noir” “é trash”
Que doidera, que bobagem!
Seja esperto e fale mesmo
"Temas repetitivos são temas repetitivos"
Que estouro, de tapar qualquer buraco
Meus heróis estão caindo
Um a um, de dois em dois
Os de capa pararam de voar
Os mascarados já não possuem mais identidade secreta
Até eu mesmo vestido de super-alguém rolou escada abaixo
A queda foi tão tola, quebrei meu nariz em uma almofada
Cacos, cacos, plumas e cacos
Me cortaram, me amaciaram e me incomodaram
Toda estatua pode rachar mais
Tudo que é sólido pode derreter
Hunf...
Rocha!?
Caído, de cara no chão
A poça salgada me mostra uma Rocha lá no alto
Lembro de estar lá em cima
Lembro dos momentos que toquei no céu
Lembro dos momentos que desisti
Lá de cima, só embaixo brilhava.
Lá de cima, tudo em cima era acima
Lá
Lá de baixo... Estou embaixo, não há nada
segunda-feira, 7 de junho de 2010
"Mas... E ele não está contigo?"
A Lua - Parte I
O período que passamos fazendo coisas de nosso agrado nunca são o suficiente. O tempo é infinito em suas definições e se mostra impossível de moldar como queremos. Mas não me importa a teoria, como eu gostaria de esticar aquele tempo que passei ao lado dela ou mesmo, aquele jogo do São Paulo, que eu tenho certeza que se fossem quatro ao invés de três minutos nos acréscimos, a vitória seria nossa. Tirar uma soneca? Quem não gostaria de acrescentar cinco, dez, quinze minutos antes de ter que levantar da cama? Sim, desde que o tempo é tempo ele judia da gente. Não somente porque ele passa, mas porque não parou naquele momento que gostaríamos de ter ficado um pouco mais ou mesmo, ter parado até agora naquele dia tão marcante que não devia ter passado.
terça-feira, 11 de maio de 2010
"Vivendo e não aprendendo… estes somos nós.”
O Homem da Tv sequestrador de estranhos - Parte II
Parecia estar apenas a metros de distância do Sol ou talvez já fosse verão. Apenas um palpite pela aparência de sebo que Otávio estava. O suor parecia vazar de todo seu corpo, um defeito de fabricação ou muito pavor por não saber onde estava. Em um segundo estava em frente seu computador, trabalhando em mais algum hobby bobo que ele adquiriu nas promessas para 2010. Animações em Flash... Ridículo não? Mas era bem melhor do que aqueles quebra-cabeças de 5000 peças e muito superior ainda a colecionar peixinhos dourados, antigos passatempos dessa apavorada alma.
sábado, 8 de maio de 2010
"Passado e Futuro só existem no Presente."
Eles buscam respostas,
Respostas para este mundo, respostas sem questões.
Buscando respostas de perguntas idiotas
“Por que eu existo?”
“Quem somos nós?”
“Para onde vamos?”
Eles perguntam e só perguntam.
Não há respostas para o natural, a vida não é mistério
Você simplesmente vive
A vida é um milagre, milagres não se explicam.
Buscam, eles buscam
Buscam tanto, até que encontram
Acham as respostas que tantos tontos procuravam
Que era tudo inexplicável.
Mas das poucas que já vi, de todas percebi
Que inexplicável, só o amor
Sem razão
Inexplicável! Sem por quês, apenas é.
Inexplicável
Inexplicável
Cubra-me com o Teu inexplicável
Seu Soberano amor
O que não tropeça, não se esconde e nem termina.
Você simplesmente vive
A vida é um milagre, milagres não se explicam.
Buscam, eles buscam
Buscam tanto, até que encontram
Acham as respostas que tantos tontos procuravam
Que era tudo inexplicável.
Mas das poucas que já vi, de todas percebi
Que inexplicável, só o amor
Sem razão
Inexplicável! Sem por quês, apenas é.
Inexplicável
Inexplicável
Cubra-me com o Teu inexplicável
Seu Soberano amor
O que não tropeça, não se esconde e nem termina.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
"O o o ooo Dança Negão! Dança!"
Hey broto
Só mais uma dança antes de partir, por favor,
Só mais uma chance de falar, só falar com você
Não quero sair daqui dizendo adeus,
tão pouco gosto dessa palavra,
Será que um dia nos veremos?
Sim, nos veremos
Não, não quero me despedir, não de uma maneira falsa,
não dizendo adeus
Mais uma chance de dizer Olá pra você,
Sim eu quero, tudo o que quero
Quando te conheci e deu meu primeiro Olá, havia timidez, esperança e alegria
Não sabia o que viria depois, até que eu gostava disso
O que será depois?
Depois do amanhã
O que vira em seguida?
No seguinte dia
Só mais uma dança antes de partir, por favor,
Só mais uma chance de falar, só falar com você
Não quero sair daqui dizendo adeus,
tão pouco gosto dessa palavra,
Será que um dia nos veremos?
Sim, nos veremos
Não, não quero me despedir, não de uma maneira falsa,
não dizendo adeus
Mais uma chance de dizer Olá pra você,
Sim eu quero, tudo o que quero
Quando te conheci e deu meu primeiro Olá, havia timidez, esperança e alegria
Não sabia o que viria depois, até que eu gostava disso
O que será depois?
Depois do amanhã
O que vira em seguida?
No seguinte dia
Oh!
Só mais um Olá,
é o que quero, tudo o que quero
Meu 'adeus' terá jeito de incerteza,
O que virá depois?
Não diga adeus, sua pateta.
Só mais um Olá,
é o que quero, tudo o que quero
Meu 'adeus' terá jeito de incerteza,
O que virá depois?
Não diga adeus, sua pateta.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
"Sempre..."
Em um sonho, minha amada com passos largos me responde. Sua resposta me conforta, mesmo em poucos versos, parece estar na mesma situação que eu, pelo menos eu desejo. Somente o céu sabe o que há no coração de minha amada.
~

Largos passos, quase decolando, que vontade de voar
Uma noite como aquela, não sei se volta a acontecer
Coisas tantas se passaram, e o dia em que voei ficou atrás
Antes fosse como aqueles dias, de tanto amor eu decolava
Sozinha, só andando, sem voar, permaneço agora.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
"Nós fomos lá pensando em ajudar. Mas vimos que nós é quem precisávamos de ajuda."
É tão engraçado pensar nos pequeninos com compaixão
pensar que somos heróis e que devemos levar a eles um pouco de amor, carinho - e quem sabe - um pouco de luz
mas é fácil se sentir o sabichão
um mestre da razão
quando na verdade,
os pequenos é que são os herdeiros da luz
que nos mostram e ensinam
que há muito mais esperança onde as trevas pousa suas asas
eles nos ensinam e nos mostram
que de nada vale ser um pote vazio
se achamos que cabe mais ou que valemos mais
de nada vale ser um pote vazio
quando na verdade, pequenos copos cheios até a boca
se jogam em nós, e nos mostram
que quem precisa ser cheio, somos nós.
Cheios de vida, uma vida beirando as três ou quatro décadas
somos um pote grande, um pote contador de histórias
e da língua, arriscamos fazer algum sucesso
um pote vazio, sem nada a derramar que possa matar a sede de alguém menor?
de nada vale ser um pote vazio.
A luxuria que nos leva as alturas, faz com que a gente se sinta tão grande
o pecado que nenhum pequenino pensa ou deseja ter
Tolice quem acha que é grande, não mata a sede de um pequenino
não sacia a sua própria sede
não amas, se engana
não vive.
terça-feira, 13 de abril de 2010
“O que é necessário para nos frear?”
-O Homem da TV seqüestrador de estranhos – Parte I
Já passara da meia noite por duas vezes, ele sabia. Apesar de não conseguir enxergar nada com a venda que havia sido posta em seus olhos, Carlos permanecia com os ouvidos atentos a todo som que ele conseguia captar. Ele sabia, por exemplo, que o relógio badalara duas vezes e que, certamente, o seqüestrador possuía uma voz familiar. Essa voz não pertencia a nenhum parente, amigo, vizinho ou colega de trabalho, era uma voz que Carlos podia reconhecer pelas noites em que ficava até tarde assistindo televisão. Alguma sessão de gala com toda certeza. O modo como a voz do seqüestrador tem entrado em sua mente atordoada, o faz lembrar das noites em que lutava contra o sono e permanecia grudado vendo a TV, quando a voz da televisão entrava distorcida e vibrando da mesma maneira engraçada. Uma maneira estranha de reconhecer a voz de um estranho igualmente familiar, uma maneira estranha de reconhecer a voz de um seqüestrador enquanto ele pedia uma pizza grande de anchovas.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
"Olá Furacão! Você não pode calar o meu amor"
Neste dia oito de abril que vem chegando ao fim, é o aniversário de minha Donzela. Dos meus parabéns com todo os pensamentos positivos que pipocam de mim, e também, com esse conto que escrevi para ela. Foi uma grande surpresa e em muito boa hora como conheci a lindíssima Victória Ferrari, foi após um furacão que ela chegou.
O outono que vinha atrás da tempestade
Um homem, e apenas isso, dirigindo seu Jeep coberto de lama, toma a estrada que segue sempre a oeste. Viaja calmamente, aconchegado em uma almofada turva de tanta idade, posta no banco, para a mola que saía do mesmo não lhe furar o traseiro.
Enquanto Fiction Family tocava em um volume considerável no tocador de seu carro, um novo som vindo de longe cobria o verso final de "War in my Blood", um som que lembrava uma fera presa dentro de uma jaula, e afinal, era uma fera bastante selvagem. Uma mistura de massa de ar quente e úmida com uma frente fria e seca, surgindo o animal Ciclone! O ciclone já estava tão perto da traseira do Jeep que nem seria necessária uma pausa na música para se ter certeza de que aquilo estava se aproximando, era um problema grande vindo rápido demais. Não deu tempo nem de o homem deixar de lado o espelho retrovisor e virar a cabeça para ver o que acontecia atrás dele, já era tarde. Fora puxado e empurrado, engolido e expelido, arrastado e jogado; para fora e de volta para dentro do ciclone, inúmeras vezes. Já somando incontáveis voltas em sentido anti-horário. Em um último golpe, o ciclone jogara o homem para fora de seu carro, deixando-o jogado próximo a uma árvore pouco distante da estrada em que andava.
A poeira baixava e a tempestade que passara, já nem mais se via. O homem levantou e percebeu que tudo estava calmo. Nem sinal de seu Jeep e da boa música que tocava em bom volume. Este homem via alguns pássaros apressados, já saido de suas árvores, enquanto folhas secas do imediato outono, caíam sobre sua cabeça. Neste mesmo instante nascia um sorriso, sem entender como ou por que, o homem agora andava a pé, debaixo de um céu alaranjado, este sorria e só ia, sem saber na verdade para onde estava indo. Apenas sabia, que estava tudo bem agora.
Como uma tempestade, você chegou
Como o outono, quero que permaneça.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
“Em cada ar tomado, há uma segunda chance”
Eu vi um homem cuja vida sempre fora de misérias e de lutas já perdidas. Mas um dia após o outro na janela e vi este mesmo homem, agora, calçando bons sapatos e carregando uma brilhante pasta de couro legítimo.
Ele sorria enquanto andava e sorria enquanto falava.
Mas estes meus olhos já olharam paro o espelho também além de olhar para a rua da janela - olhos quais que viram a vida que não fedia e nem cheirava - estava lá e já vivia por dezoito anos. Seu coração por muitas vezes já alcançou o paraíso - por muitas vezes também - já andou no Vale das Sombras, andou, comeu e deitou naquela terra.
Me pergunto se a vida que o Espelho me mostrara estaria inclusa no poema de Jon Foreman, "todo dia você tem a chance de mudar o mundo". Aquele homem lá de trás comeu poeira e bebeu água da poça, posso afirmar. Mas vejo que este passou na frente, não porquê somente alcançara o prazer de calçar um bom par de sapatos ou porquê sorria por onde andava com aquela sua maleta de couro. Está na frente, pois se colocou a frente de lutar contra o mundo em que estava vivendo, e também vencer a angústia de seu coraçao. Lutando e se mantendo em pé sabe somente o Senhor por quanto tempo.
quarta-feira, 17 de março de 2010
"Até que as palavras não rimem."
Para aquela que sempre será minha amada, Fernanda.
Passos Largos
Uma gota de água
se vai do meu rosto
quando ela está longe
Ela dá passos largos
largos como meu amor
por Ela, só por Ela
Com seus passos ela vai
Com meu amor ela vem
Até o dia em que seus pés se cansem,
Eu a amarei, e trarei você
Você aqui - Eu aqui
onde deveríamos ficar.
"Além de tudo isso, o que há?"
l Um rascunho sobre amor, mais um em meio aos milhões existentes, mais um texto sem fim para essa infinita resposta l
Todos gostam de ser amados por alguém, de se sentir amado. Mas só obtém tal conhecimento quando conhece quem a ama. Por exemplo, não influenciaria em nada a balconista da padaria te amar e você não saber disso. Mesmo que esse fato seja meramente ilustrativo, ajuda a compreender em que profundidade pretendo chegar.
O amor deve ser provado por mais do que apenas palavras, deve ser provado com ações, todos crêem nessa idéia. É quando você recebe presentes de dia dos namorados ou quando seus amigos organizam uma festa surpresa que você percebe o amor que sentem por você, não basta apenas guardarem esse amor dentro deles. Se alguém o ama, mas pela falta de conhecimento disso, seria indiferente para seu dia, pois de nada mudaria seu humor, certo?
Mas como é ser amado? Quais os sentimentos que isso traz? É a alegria, amor, sentir-se “bobo” durante o dia, é estar bem, seu coração estar feliz e seu rosto fica formoso. Essa é a sensação de estar sendo amado.
Sinto também essas “coisas mágicas” quando realizo coisas simples, quando convivo com as coisas naturais e eternas que a vida nos oferece, como olhar para as estrelas, o crepúsculo, quando ganho você ganha uma abraço de uma inocente criança. Uma lambida no rosto de um cão ou então quando consegue tirar o sorriso de alguém doente, isso lhe faz sentir-se amado, vivo.
Quem se torna responsável por essas coisas infinitas, naturais e que estão sempre ao alcance de nossos olhos? Quem se torna responsável pela mesma sensação de estar sendo amado, presenteado?
“O amor de Deus por nós é um assunto muito mais seguro de se pensar do que o nosso amor por ele”.
C.S Lewis, Cristianismo puro e simples.
"Essa é uma história real, aconteceu com o amigo de um amigo meu."
Para compreender de verdade este texto, peço que se coloque há séculos atrás, onde as pessoas ainda criam em mitos, buscando um raciocínio mitológico para entender tudo aquilo que não tinha conhecimento, como o nascer do Sol puxado por Apollo ou os trovões disparados por Zeus em seus dias de fúria, enquanto causava tempestades na Terra, desconsertando o mar de Poseindon.
~
A Terra sempre fora coberta por camadas grossas de gelo e de neve, ninguém sabia exatamente o motivo disso, só sabiam que o malvado Epps era culpado de tudo isso. Desde que o mundo é mundo, Epps é rei .Seu reinado era o pior que se podia imaginar, cruel, frio e sombrio, sma piadaempre. Nunca havia sequer um pequeno sol naquele céu acizentado. De vez em quando, nevavam blocos de gelo e choviam flocos de neve.
Um dia, veio de de muito longe um guerreiro que se opunha à Epss, desafiando-o para um combate de espadas, quem perdesse, teria de ser desertado da cidade para sempre. A luta de espadas foi muito violenta, as faíscas que saíam das espadas derretiam todo o gelo ao redor deles, já se podia ver a terra escura que estava por debaixo da neve. Finalmente, o bravo guerreiro fincou a espada no peito de Epps, fazendo com que as gostas de sangue tocassem a terra, dando vida a ela e fazendo nascer grama ali, e da grama pequenas árvores. As árvores ficarão tão cheias de vida que delas brotou o sol, uma pequena bolinha amarela que ficava não muito mais alto do que o topo dos árvores iluminando o reino todo.
A neve que ainda restava, acabara de derreter, formando os mares e ocenos do planeta. O cair da espada de Epps soltou um sopro que rugia por todo o oceno, passando por todos os mares, agitando-os e formando redomoinhos e tornados.
O último suspiro de Epps resultou na virada do dia, fazendo com que ficasse noite novamente, mas não uma noite sombria e maléfica, pois da neve derretida também surgiram as nuvens e a lua, que embelezavam e iluminavam a noite, enquanto o sol se punha a descansar.
Dizem, ainda mais, que em seus últimos segundos de vida, Epps amaldiçoou o mundo perfeito que havia acabado de surgir, fazendo que a natureza mudasse periodicamente, onde em um certo tempo teríamos todo o sol necessário no verão para sustentarmo o gelado inverno, no outono ficaríamos tristes com o cair de folhas das árvores mas nossa felicidade voltaria com o nascer das flores na primavera.
novembro de 2007.
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
"SEJA CUIDADOSO OU SEJA ATROPELADO!"

De todas as dezenas de frases dos livros de Calvin & Haroldo que tenho decoradas em minha mente, Essa foi de grande importância para decidir qual caminho eu tomaria em uma explosão de pensamentos que passavam por minha cabeça. Apesar de ingênua, essa pérola solta por Calvin trouxe bastante peso para mim, pelo modo direto como foi dito e pela ironia que Bill Watterson (criador de Calvin&Haroldo) tratou de como as placas de hoje são apenas máscaras e nunca vão direto ao ponto. A situação era a seguinte: Foi passado um dever de casa que, o qual os alunos teriam que elaborar uma placa sobre segurança nas ruas, a melhor placa levaria um prêmio, e essa foi a motivação de Calvin para fazer seu dever. Ele virou para o Haroldo e disse que as placas precisam ir logo direto ao assunto, algo como "Seja cuidadoso ou seja atropelado!" seria perfeito para uma placa. Calvin não levou o prêmio de melhor placa, mas acrescentou ao seu trabalho molho de tomate para dar realismo em alto-relevo.
Essa pequena história veio para mim como uma mensagem nítida de "é oito ou é oitenta Lucas", "é sim ou é não cara", "pegar ou largar campeão" e todas essas frases que te pressionam até encolher em seu mínimo e responder em seu máximo, a pergunta que define o quanto vale seu caráter e pelo quanto você se vende nessa vida. No final do ano passado, uma grande amiga já vinha me avisando de sua festa de formatura e deixou bastante claro que minha presença seria importante para ela. Claro que fiquei comovido e com muita vontade de ir, mas eu evitava dizer que não conseguiria ir por causa de dinheiro. Eis que os dias e semanas foram passando e a data da formatura se aproximando,e de última hora, consegui a grana gorda para ir a festa de minha amiga, o que animou muito a nós dois. Um dia antes à véspera da festa, um amigo arrumou uma entrevista de emprego para mim que veio em muito boa hora, quando a situação em casa ficara mais apertada do que nunca, realmente irrecusável. O problema: seria no dia seguinte após a formatura, eu teria que deixar de ir em um dos dois, era implausível chegar apresentável em uma entrevista pela manhã após ter virado a noite em uma festa. A epifania rolou e me decidi, eu abandonei a festa que disse para minha mãe ser o meu presente de natal e fui para entrevista, passei por duas etapas de entrevista e hoje estou com o emprego há uma semana. Se tomei a decisão certa? Eu não sei, o que pode ser certo nesse mundo com tantas curvas e faixas largas para a direita? A Teoria do Caos está aí para nos confundir
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
"Au au, eu falo cachorres"
“Ai se meu cachorro falasse...”
Essa expressão já deve ter sido vista ou até mesmo ouvida por todos nós, sua intenção é demonstrar algo hilário ou comprometedor ocorrido, que somente seu inocente cachorro viu, mas por sorte, ou não, o mesmo não pode falar.
Mas e se seu cachorro falasse? O que será que aconteceria?
Um dia, após ter assistido um desses filmes infantis, que os animais falam, cheguei à uma conclusão que parecia “uma verdade inconveniente” vendo a situação. Nos filmes, os animais que falam, não somente sabem falar, parece que o “dom” em saber falar nos filmes vem juntamente com habilidades a mais, habilidades tais que o animal não saberia fazer. Abrir uma porta, ser expert em informática e ter total noção de dirigir de um carro são exemplos comuns em filmes desse tipo, ao saber falar, o cachorro saberá fazer muitas outras coisas é a idéia passada.
O fato de não conseguirem se comunicar conosco é o que transforma os animais seres tão admiráveis, e não pelas suas diferenças, nos perguntamos o que estaria passando na cabeça desses seres curiosos.
"E agora? Quem irá nos defender?"
O ser humano está sem fé e acaba por correr seus dias sempre desamparado ,olhando para os sapatos gastos. Mas este espera, mesmo que com um pingo de esperança, que alguém apareça para socorre-lo, algum tipo de super-herói que chegue e salve o seu dia, uns clamam por toda uma vida, outros apenas uma necessidade espontânea.
Há aqueles que esperam por uma vida completamente salva, instantaneamente. Mas não querem salvar suas vidas e ter que pagar por isso.Esperando por um super-herói altruísta, que apareça e estabeleça daquele momento em diante uma vida completamente salva e pura, e
que não queira nada em troca. Algo como:
"Por favor Sr. Batman , salve-me. Mas não quero dar 10% do meu salário ao senhor."
É desse modo que as pessoas vem buscando seus heróis em religiões, pesquisam através da fofoca, tentando descobrir qual religião dói menos o bolso, senão o bolso, aquela que lhe agrade mais. Há quem vá mais longe e diz que tenta "tirar" de cada religião -uma coisa boa - para assim seguir uma vida espiritual do modo que quer levar e te faça bem.
Não há nada errado em buscar o que te faz bem, não. Mas só fico um pouco confuso com toda essa mistura de origens e crenças.
Tem o Chronos, criou o mundo em sete dias e depois teve um filho chamado Zeus e esse filho era bem gordo, ensinou as As Quatro Nobre Verdades e deu seu único filho, o Papa e foi pregado a uma cruz para salvar todas as pessoas boas da Terra.
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Não? Como não? Eu fico um pouco confuso com todas histórias, pegar o que me agrada me confundiu ainda mais. Não quis praticar nenhum tipo de sacrilégio a nenhum tipo de cultura, esse não é o ponto.
O ponto é: Há quem você quer dar seu coração? Manter sua fé em alguma religião, exige sacrifícios, não maltrate nenhuma cultura ou seja bruto contra as mesmas, não queira bagunçar todas essas escrituras que possuem anos e anos de história. A verdade é que toda a Terra pede socorro, e a maioria não se importa donde virá, o que importa em dias loucos como este é estar disposto para ajudar. Antes de querer mudar a mente de alguém com sua crenças, antes de apresentar uma nova religião a um sem-teto, de-lhe comida e compaixão. Apresente ao próximo o que muitas religiões esqueceram, amor.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Início do começo
O começo ,
gosto como soa essa palavra e o que ela trás. Começo é só uma palavra que indica o ínicio de algo. Simples, fácil de decorar.
Mas aqui, em meu blog, que futuro esperar dessa palavra?
Significará o começo de um grande e bom blog ou apenas o começo de um mero fiasco, mais um blog na internet?
Bom, vamos ver o que o Sr.Tempo tem reservado para mim.
Bon voyage ;)
gosto como soa essa palavra e o que ela trás. Começo é só uma palavra que indica o ínicio de algo. Simples, fácil de decorar.
Mas aqui, em meu blog, que futuro esperar dessa palavra?
Significará o começo de um grande e bom blog ou apenas o começo de um mero fiasco, mais um blog na internet?
Bom, vamos ver o que o Sr.Tempo tem reservado para mim.
Bon voyage ;)
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