Mim, Tarzan

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Sou a rima de minhas linhas. O que não sou, elas são. O que não falo, elas falam, e no final, as completo sendo o autor. Sempre costumei falar que todos que gostam de escrever são pessoas oprimidas, são pessoas que sofrem opressão de suas idéias e pensamentos, escrever é uma fuga para tal pesar. Este é então, o local onde não mais serei oprimido. :)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

“Quarto por quarto pacientemente”

 
Se não há nada que eu possa fazer
Para que seja mostrar ou mudar
Então de que vale ao menos tentar?

Um segredo que dois sabem
Dois somente falam
Um, sobretudo mente

Se minha voz falha comigo
Quem dirá com o outro mundo
Um 4x4 para um 'nada por tudo'

Ainda que houvesse um palco
Ou um microfone para se gritar
Pregaria lepra a quem ouve?

No medo e na loucura me aconchego
No silêncio e no barulho me ausento
O movimento é onde paro. Devaneio

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

"- 24/09/10 – Quando minha vida começou a ficar confusa."

- Parte I

   O dia começou de maneira estranha, o sol parecia estar um pouco mais apagado do que de comum. Não que eu acredite nessa história de que o Sol está apagando ou qualquer outra teoria doida para salvar os animais e as geleiras. Mas hoje cedo, quando sai de casa, a luz do sol nem fazia sombra do meu perfil enquanto eu caminhava. Se o chão tivesse sentimentos, hoje ele seria indiferente quanto ao meu andar ausente nele, nem meu sapato importado e nem minha sombra tocavam o solo em direção ao Centro de São Paulo. 

  Talvez o dia não esteja sendo confuso somente para mim, o porteiro deve estar distraído também. Ele demorou a abrir a porta quando eu cheguei à empresa, azar o meu que fiquei esperando – mas sorte do carteiro que vinha atrás de mim, enquanto ainda estava há alguns passos do edifício a porta já foi aberta, passando por mim quase esbarrando, ignorou minha presença. Talvez ele esteja tendo um dia confuso.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

“A vida passa enquanto as pessoas fazem planos."


No dia do meu último suspiro
Não terá reconhecimento póstumo
O choro será apenas choro por chorar a morte

No dia do meu grande adeus
As pessoas não viriam a porta de minha esposa viúva
Não acenderiam velas e chorariam por ela

Não haverá filme após anos no esquecimento
Ninguém irá contar quem eu era
Ou realmente fui

Ninguém vai ousar dizer da minha solidão
Ninguém dirá que, enquanto nela, eu desejava
Ninguém vai ousar, pois ninguém nem nunca soube

Aqueles que souberem mais de mim, só contarão o que acham
Ele vibrava com solos de guitarra
Ele pensava com Jon Foreman

Quisera ele ter sido Elvis
Quisera ele ter inventado o Rock and Roll
Uma bandeira ter criado, quisera ele

Ninguém jamais vai saber que quando sozinho, desejava
Chamava a dor e queria sofrer
Para dizer que sentia alguma coisa

Eu podia chorar, mas o choro não me sentia
Eu tentava amar, mas o amor me maldizia
Eu tentava ser mal, e então eu era amado

Se alguém estuprar as minhas linhas
Eu desejo lhe cuspir
Para sentir o que há dentro de mim

“Você pode fingir sua própria morte”
É fácil fingir que lutou
Botar a culpa em uma tal de sorte


Filho, nem tanto
Idiota, por simples respirar
Morte, venha me beijar

Se fosse corajoso o suficiente para ser medroso
Ele seria
E o sangue no chão seria sua última obra prima.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

"Tenho que cuidar de uma barata doente :( ".

 Salve salve!

  Eu me ausentei do DIA DE SER LUCAS por um bom tempo, sim. Por ter ficado com uma crise aguda de preguiça altamente contagiosa e em estado terminal. Para felicidade ou infelicidade de quem lê, há muita coisa pra vir pra cá, novidades que irão facilitar a comunicação quase inexistente entre Lucas Lucas e  Lê Feito Lucas. Mas enfim, a desculpa esfarrapada e explicação sobre isso virá no próximo Post ou nos próximos próximos, não sei.
  Talvez eu coloque as coisas que já ficaram salvas como Racunho aqui no Blog antes de dar esse recomeço (Restart) à essa parada toda.

Queijos.

"Serei um cão, um macaco ou um urso, / Tudo menos aquele animal vaidoso / Que se vangloria tanto de ser racional."






Há um bom tempo abandonei o mundo de textos grandes, metafóricos, virtuosos e com qualquer outro tipo de escrita que proporcione uma linguagem direta com o leitor. Sem matérias jornalísticas, sem pensamentos que faziam eu e quem “me” lesse pensar mais ainda.
Eu dei um tempo com esses versos diretos e me dediquei - ou apenas deixei de me dedicar à algo – e passei a escrever mais poesias, versos ocultos, contos, músicas e qualquer outro tipo de texto em que eu pudesse falar sem parecer que estou dizendo alguma coisa realmente, um tipo de escrita que eu sempre os começava como rascunho, mensagens secretas e citações invisíveis que teriam significado só para mim se tornaram meus melhores amigos.