Mim, Tarzan

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Sou a rima de minhas linhas. O que não sou, elas são. O que não falo, elas falam, e no final, as completo sendo o autor. Sempre costumei falar que todos que gostam de escrever são pessoas oprimidas, são pessoas que sofrem opressão de suas idéias e pensamentos, escrever é uma fuga para tal pesar. Este é então, o local onde não mais serei oprimido. :)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

"Au au, eu falo cachorres"


  “Ai se meu cachorro falasse...”
 Essa expressão já deve ter sido vista ou até mesmo ouvida por todos nós, sua intenção é demonstrar algo hilário ou comprometedor ocorrido, que somente seu inocente cachorro viu, mas por sorte, ou não, o mesmo não pode falar.
  Mas e se seu cachorro falasse? O que será que aconteceria?
Um dia, após ter assistido um desses filmes infantis, que os animais falam, cheguei à uma conclusão que parecia “uma verdade inconveniente” vendo a situação. Nos filmes, os animais que falam, não somente sabem falar, parece que o “dom” em saber falar nos filmes vem juntamente com habilidades a mais, habilidades tais que o animal não saberia fazer. Abrir uma porta, ser expert em informática e ter total noção de dirigir de um carro são exemplos comuns em filmes desse tipo, ao saber falar, o cachorro saberá fazer muitas outras coisas é a idéia passada.
O fato de não conseguirem se comunicar conosco é o que transforma os animais seres tão admiráveis, e não pelas suas diferenças, nos perguntamos o que estaria passando na cabeça desses seres curiosos.

Se um cachorro falasse, ele provavelmente estaria lutando à presidência da Casa Branca, pois poderia expor seus direitos de poder ser líder de algo, semelhante a nós. O princípio é, o fato de nos compreendermos, nos comunicarmos e discutir entre nós é que nos faz semelhantes, pois temos a oportunidade de declararmos igualdade. Mas um animal não pode falar, não tem como tentar demonstrar isso e tão pouco ele se preocupa e corre atrás desses direitos, ele apenas está vivendo. Não se preocupando em  trabalhar duro até o final do mês e se possível, estendê-lo. Não existe status para ele e não liga se as cores de seu pelo estão fora de moda. Não, os cachorros não se preocupam com isso. Eles são a nossa imagem muda e de forma primitiva, mostrando como nossa vida deveria estar sendo vivida, correndo atrás somente de carinho, segurança e amor. Visto que não podem se comunicar com nós, logo também estão limitados a brigar e competir com nós, humanos. Apenas vivem fazendo aquilo que buscamos a vida inteira, eles vivem sendo felizes, vivem para isso e não simplesmente buscam a tal felicidade.
  Que possamos então entender os cachorros como uma forma de arte muda, porém viva, um retrato repleto de ironia dado por Deus, onde o homem capaz de falar está atrasado quanto ao seu inferior mascote, cachorro. Que enquanto acariciamos sua barriga, o mesmo está fazendo o que lhe parece natural, ser amado.

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