Eu vi um homem cuja vida sempre fora de misérias e de lutas já perdidas. Mas um dia após o outro na janela e vi este mesmo homem, agora, calçando bons sapatos e carregando uma brilhante pasta de couro legítimo.
Ele sorria enquanto andava e sorria enquanto falava.
Mas estes meus olhos já olharam paro o espelho também além de olhar para a rua da janela - olhos quais que viram a vida que não fedia e nem cheirava - estava lá e já vivia por dezoito anos. Seu coração por muitas vezes já alcançou o paraíso - por muitas vezes também - já andou no Vale das Sombras, andou, comeu e deitou naquela terra.
Me pergunto se a vida que o Espelho me mostrara estaria inclusa no poema de Jon Foreman, "todo dia você tem a chance de mudar o mundo". Aquele homem lá de trás comeu poeira e bebeu água da poça, posso afirmar. Mas vejo que este passou na frente, não porquê somente alcançara o prazer de calçar um bom par de sapatos ou porquê sorria por onde andava com aquela sua maleta de couro. Está na frente, pois se colocou a frente de lutar contra o mundo em que estava vivendo, e também vencer a angústia de seu coraçao. Lutando e se mantendo em pé sabe somente o Senhor por quanto tempo.
Hm, olho no espelho agora e vejo a aparência bem tristonha que existe nesse semblante.
Mas se tivesse nascido na poeira, também teria subido na vida? Seria a desgraça motivo para querer alcançar a Glória?
Estar vivo e sobre duas pernas não bastmam como razões para deixar de lado toda essa amargura.
-triste homem e triste coração o que carrega-
Pobre de sua alma que nao via a luz raiando a cada dia. A cada dia que poderia ter mudado a sua vida.
'A Glória bastaria para erguer-se e tocar a luz?


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