Há um tempo que já venho por ouvir muito Bob Dylan, praticamente todos os dias, e foi estudando mais sobre quem foi esse excelente músico-compositor que aprendi coisas muito bacanas sobre ele, como o começo de sua carreira. Seu primeiro CD fora praticamente uma dedicatória a música Folk, um Folk mais antigo que seria para nós o Sertanejo Raíz, música tão antiga que se duvida ter tido algo antes disso, brincadeira, claro. Depois, em seu segundo CD, lança músicas de sua própria autoria e uma grande mudança de tempo nas canções do primeiro para o segundo mudaram. Músicas que Dylan podia cantar com autoridade, por ser o que vivia. Inspirado nesse incrível artista, rabisquei alguma coisa que chamo de versos e que representam a beleza em lembrar do passado, mas amar o meu presente. Sendo lindo ou não, diferente do passado, eu posso muda-lo.
Só o vento que é atrevido e sai
Serenidade, calmaria
Empurrando o que fica na rua
Empurrando o que fica na rua
O eixo de metal que suspende a rede também geme
Conforme meu balanço, meu violão existe e deixa de existir
Aros de bicicleta soam de hora em hora
A vizinha de mais longe caminha
O pó do chão mal levanta
O Sol racha o solo que nem treme
Tudo a minha volta é paz
Paz invejada
Há
Mas que sacanagem, tudo isso foi mentira
Nunca em minha vida, nem em minha poesia
Sou daqueles que aperta o passo como em corrida
Como quando o farol abre e é dada a largada
Os carros rugem e os motores mais ainda
O vento que passaria, fica preso em pontos altos
Não sou da época e desconfio ser do mesmo lugar
Donde a calmaria tenha existido um dia
Máquinas sobre máquinas
Gente em cima da gente


Um comentário:
O corpo da poesia forma a sombra de um homem com chapéu. Deixo claro que a intenção era ser um míssel caindo em uma cidade. Mas meus dedos não nasceram para pintar e surgiu essa imagem que peguei um afeto por ela. A sombra parecer sorrir para mim, acreditar que por mais feio que achamos ser, o presente ainda por ser mudado.
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