No dia do meu último suspiro
Não terá reconhecimento póstumo
O choro será apenas choro por chorar a morte
No dia do meu grande adeus
As pessoas não viriam a porta de minha esposa viúva
Não acenderiam velas e chorariam por ela
Não haverá filme após anos no esquecimento
Ninguém irá contar quem eu era
Ou realmente fui
Ninguém vai ousar dizer da minha solidão
Ninguém dirá que, enquanto nela, eu desejava
Ninguém vai ousar, pois ninguém nem nunca soube
Aqueles que souberem mais de mim, só contarão o que acham
Ele vibrava com solos de guitarra
Ele pensava com Jon Foreman
Quisera ele ter sido Elvis
Quisera ele ter inventado o Rock and Roll
Uma bandeira ter criado, quisera ele
Ninguém jamais vai saber que quando sozinho, desejava
Chamava a dor e queria sofrer
Para dizer que sentia alguma coisa
Eu podia chorar, mas o choro não me sentia
Eu tentava amar, mas o amor me maldizia
Eu tentava ser mal, e então eu era amado
Se alguém estuprar as minhas linhas
Eu desejo lhe cuspir
Para sentir o que há dentro de mim
“Você pode fingir sua própria morte”
É fácil fingir que lutou
Botar a culpa em uma tal de sorte
Filho, nem tanto
Idiota, por simples respirar
Morte, venha me beijar
Se fosse corajoso o suficiente para ser medroso
Ele seria
E o sangue no chão seria sua última obra prima.


Um comentário:
uao, amei esse! =)
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